SERRA DA MANTIQUEIRA

A Serra da Mantiqueira possui aproximadamente 500 km de extensão, ao longo dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, nela estão sete dos maiores picos do Brasil, seu nome tem origem na palavra tupi-guarani "A Mantiqueira" que significa "Montanha que Chora", devido à grande quantidade de nascentes, cachoeiras e riachos vistos em suas encostas.
O nome dá uma idéia da grande importância da serra como fonte de água potável formação de rios que abastecem um grande número de cidades do sudeste brasileiro, seus mananciais garantem o abastecimento de água para mais de metade da população brasileira.
Suas florestas densas e grande biodiversidade, sendo uma das regiões em que a Mata Atlântica se encontra mais preservada, por muito tempo sua topografia acidentada e suas grandes altitudes funcionaram como proteção natural e hoje a conscientização da população local e as diversas Áreas de Proteção Ambiental que foram criadas nos últimos anos vem conservando este patrimônio natural.

Altitudes

A região da serra da Mantiqueira tem altitudes média de 1200m a 2800m. A serra e popular por prática de alpinismo por ter picos elevados, e o rally, e durante o inverno por ser a estacão seca aumente a procura desse esporte na serra.

Picos mais altos da Mantiqueira

  • Pedra da Mina: 2.798,39 metros
  • Pico das Agulhas Negras: 2.792,66 metros
  • Pico dos Três Estados: 2.666 metros
  • Pico dos Marins: 2.422 metros

Localidades mais elevadas da Mantiqueira

  • Campos do Jordão: 1.650 metros
  • Monte Verde: 1.555,5 metros
  • Senador Amaral: 1.500 metros
  • Poços de Caldas: 1.198 metros

Clima

Devido à altitude, o inverno na Serra da Mantiqueira tem temperaturas baixas, com a ocorrência da névoa no começo da manhã e geadas freqüentes, dando à paisagem a aparência das regiões de clima frio. É comum os termômetros registrarem temperaturas chegando perto de 0°C ou menos, sendo que a menor temperatura registrada numa cidade da serra foi de -7,3°C em Campos do Jordão, em 1º de junho de 1979. Ocorrem geadas nas cidades da região.

Nos picos mais elevados da serra, o frio pode ser mais intenso e as temperaturas podem ser negativas. Há registros de precipitações de neve em picos, algo não muito freqüente na região.

Ecossitemas

A Serra da Mantiqueira integra o ecossistema da mata Atlântica e mata de araucárias, apresentando manchas remanecentes dessas matas bem como campos de altitude em seus picos mais elevados. Aliado a isso, uma vasta fauna nativa ainda pode ser encontrada nela, da qual podemos citar: veado campeiro, lobo-guará, onça parda, cachorro-vinagre, jaguatirica, paca, bugio, macaco sauá, mono, tucano, esquilo e ouriço-caixeiro

Flora

Verdadeiro pulmão verde da região sudeste, a região da Serra da Mantiqueira ostenta um extenso patrimônio ambiental, dominada por uma rica vegetação, sua flora é parte do ecossistema da Mata Atlântica e suas matas estão repletas de diversas espécies de arvores, como o Angico, a Quaresmeira, o Ipê, a Canela, o Pinho Bravo e bosques de Araucária, dentre outras.

Ipê Amarelo

Suas flores amarelas costumam aparecer no fim do inverno, quando a árvore fica despida das folhas. No verão, quando está com folhas oferece uma sombra suave. Sua madeira é nobre e muito resistente. Tem crescimento lento e sua altura média varia de 4 a 10 metros.

 

Quaresmeira

Árvore de grande beleza quando apresenta suas flores, o que acontece de janeiro à março. Existe uma espécie que produz flores roxas intensas e outra que produz flores rosa suave, o aspecto é deslumbrante e as floradas são muito intensas. Suas flores atraem abelhas e borboletas. Tem crescimento rápido e copa densa e encorpada.

 

Araucaria

Conhecida como Pinheiro do Paraná é uma árvore de grande porte,  verdadeiras processadoras do oxigênio e purificadoras do ar. Desafiando o frio e o vento, suas folhas permanecem verdes mesmo no auge do inverno. Seu fruto, o pinhão, é rico em amido, proteínas e gorduras, alimentam e conservam,  toda uma rica fauna silvestre.

 

Pinho-Bravo

O Pinho-Bravo não é apenas uma árvore, é um verdadeiro ecossistema! Carrega em si, uma gama de plantas que nele se aninham, como a bromélia, a barba de bode e orquídeas. Essas plantas vivem sobre outras, sem retirar nutrimento, apenas apoiando-se nelas. O seu fruto de cor roxa, adocicado e suculento, é alimento para os pássaros, que levam suas sementes

Fauna

Serelepe

Conhecido popularmente como esquilo brasileiro, são animais graciosos e espertos. Chamado também de Caxinguelê é um pequeno roedor, que se alimenta de sementes e frutos silvestres, tendo o hábito de esconder alimentos, armazenando-os para o inverno. São ariscos e desconfiados, fugindo velozmente à aproximação do homem. Vivem até 15 anos, tanto solitariamente como aos pares.

 

Paca

Vive de preferência perto de um riacho, pois é boa nadadora e gosta da água, que é o local onde ela se refugia quando está em perigo.   Ela passa o dia na sua toca, que tem muitas saídas de emergência, bem escondidas por folhas. Muito comilonas, as pacas passam a noite inteira em busca de alimento. Elas comem folhas, raízes e frutos caídos no chão.

 

Capivara

Vive perto de água, pois é ótima nadadora, sendo capaz de ficar sem respirar por 5 minutos ou mais. Alimentam-se quase exclusivamente de capim (em tupi-guarani seu nome significa "comedor de capim"). Vive em manadas e caminha em trilhas fixas em fila, um com a cabeça sobre a anca do outro. As fêmeas são dóceis e ótimas mães, tem duas crias por ano, nascem espertos, em três dias já acompanham os pais.

 

Lobo-Guará

Parece uma raposa, devido às suas pernas finas e longas que facilitam a tarefa de subir morros. Sua observação é difícil por se tratar de um animal solitário (se juntam no máximo aos pares), noturno e bastante tímido. Seus uivos são ouvidos a grandes distâncias, e por causa desse som - interpretado pelos índios como "Gua-á, gua-á", é chamado Lobo-guará. Veloz e ágil salta longe para apanhar suas presas e as localiza de longe graças à sua altura.

 

João de Barro

É uma ave alegre, que gosta de conviver com o homem. Vive em casal, que trabalha em conjunto na construção do ninho e passa os dias a cantar curiosos duetos. É admirável a habilidade com que constrói o ninho (um por ano) nas traves das porteiras ou nos galhos de árvores. Alimentam-se de insetos e suas larvas e ocasionalmente podem ingerir sementes.

 

Siriema

Ave pernalta de porte avantajado, tem um olhar severo e ameaçador, sendo uma das poucas aves providas de pestanas. Come insetos, roedores, lagartos e outros pequenos animais. Tem fama de ser devoradora de serpentes, mas não é imune ao veneno. Extremamente veloz, dão pulos de até um metro de altura. Quando se irrita emite um rosnado parecido com o de um cachorro. Seu canto é alto, pode ser ouvido a mais de 1 km de distância.

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